13 de setembro de 2026 · 8 min de leitura

Como vender delivery sem o iFood (sem sair do iFood)

Vender delivery sem o iFood não significa sair do iFood. Significa parar de pagar comissão pelo cliente que já é seu: quem já pediu com você três, quatro, dez vezes, já sabe o nome da loja e já teria voltado de qualquer jeito.

A comissão do marketplace faz sentido para trazer gente nova, que nunca ouviu falar de você e só te achou porque estava no app procurando comida. Para esse cliente, a comissão é custo de aquisição, e custo de aquisição existe em qualquer negócio. O problema é pagar esse mesmo custo, pedido após pedido, por quem você já conquistou uma vez.

A estratégia não é sair do iFood. É separar sua base em dois grupos, cliente novo e cliente recorrente, manter o novo no marketplace e migrar o recorrente para o seu canal próprio, onde ele pede direto com você.

As duas bases que você tem hoje

Todo restaurante que vende por marketplace tem, sem separar, duas bases de clientes diferentes dentro do mesmo número de pedidos. A primeira é o cliente novo: descobriu sua loja pela busca do app, pelo destaque de categoria, por um anúncio, por estar perto. Ele não sabia que você existia até aquele pedido.

A segunda é o cliente recorrente: já pediu com você antes, geralmente mais de uma vez, e na maioria dos casos já sabe o nome da loja, já tem o prato favorito e pediria de novo mesmo sem o app no meio. Esse cliente não está mais "no marketplace procurando o que comer" — ele está no marketplace porque é o caminho que aprendeu a usar para chegar até você.

O problema é que o extrato do app não separa isso. A comissão sobre o pedido do cliente novo e a comissão sobre o pedido do cliente que já veio oito vezes aparecem juntas, misturadas, com o mesmo percentual, como se fossem a mesma coisa. Não são: uma comprou um cliente, a outra cobrou pedágio por um cliente que já era seu.

O que o marketplace realmente te vende

O marketplace vende alcance: ele coloca sua loja na frente de gente que não te procuraria sozinha. Isso vale dinheiro, e é justo pagar por isso. O que ele não vende — e não devia vender, porque não é papel dele — é o relacionamento com quem já virou seu cliente. Esse relacionamento é seu, e é você quem decide onde ele acontece.

Antes de decidir qualquer coisa, faça a conta com os números reais da sua loja, não com uma média de mercado. Pegue seu extrato do mês e rode a

calculadora de comissão →

para ver quanto sobra por pedido depois da taxa. Compare esse valor com quanto sobraria se o mesmo pedido entrasse pelo seu canal próprio, sem comissão. A diferença, multiplicada pelos pedidos que já são de cliente recorrente, é o tamanho real do problema — e às vezes ele é menor do que parece, e às vezes é bem maior.

Como migrar o cliente recorrente

Migrar não é anunciar "saia do app e peça direto". É colocar, nos lugares onde o cliente que já é seu passa os olhos, um caminho fácil para o canal próprio. Ele só migra se for mais simples pedir direto do que abrir o app de novo.

O ponto comum dessas cinco formas é que nenhuma delas interfere no pedido que está acontecendo dentro do marketplace. Elas plantam a semente para o próximo pedido, que é onde a decisão do cliente ainda está em aberto.

O que não fazer

Não coloque panfleto, cartão ou QR code de canal próprio dentro da sacola de um pedido que veio pelo marketplace. Isso pode violar o contrato do app com sua loja — os termos variam e mudam com frequência, então confira o contrato atual antes de fazer isso, porque a penalidade costuma ser suspensão da loja no app, o que custa muito mais caro do que a comissão que você estava tentando economizar.

A embalagem física do pedido de marketplace é território do marketplace. Os lugares acima — QR code impresso fora da sacola de entrega, ímã de geladeira entregue em outro momento, grupo de WhatsApp, Instagram, atendimento direto — não têm essa restrição porque não fazem parte do fluxo de pedido que passou pelo app.

Como medir se deu certo

O sinal de que a migração está funcionando não é "vendi mais". É a proporção entre pedido novo e pedido recorrente mudando de canal: pedido novo continua entrando pelo marketplace, pedido recorrente passa a entrar cada vez mais pelo canal próprio. Se você não separa isso, não sabe se migrou alguém ou só vendeu mais para todo mundo.

Isso só dá para medir se o pedido do canal próprio não vira bagunça paralela — outro caderno, outra impressora, outra tela para a cozinha olhar. O 88 junta o pedido de iFood, 99Food, Keeta, WhatsApp e do seu cardápio próprio num quadro só: o pedido do canal próprio entra na mesma fila, imprime na mesma impressora, vai para o mesmo

quadro que junta tudo →

. Sua equipe não aprende dois sistemas, e você enxerga lado a lado quanto entrou de cada canal para fazer a conta certa no fim do mês.

O canal próprio para onde migrar é o

cardápio próprio →

: um link com o nome e a marca da sua loja, com Pix na hora (QR Code e copia-e-cola, em 10 minutos), login por telefone e CPF sem senha, taxa de entrega calculada pela distância real, e o cliente acompanha o entregador no mapa como já espera de qualquer entrega hoje em dia. Não tem taxa por pedido nem percentual sobre a venda nesse canal — o que você deixa de pagar em comissão fica com você. O cliente ainda pode salvar a loja na tela de início do celular, com o ícone e o nome do restaurante, o que aproxima o canal próprio da praticidade de abrir um app.

Se quiser testar sem compromisso, o 88 tem 30 dias grátis para você ver o quadro único e o cardápio próprio funcionando com os pedidos reais da sua loja antes de decidir qualquer coisa.

Resumo

Perguntas rápidas

Vender delivery sem o iFood significa sair do aplicativo?+

Na maioria dos casos, não. A estratégia que funciona é manter o marketplace para atrair cliente novo e migrar para um canal próprio só o cliente que já pede recorrente com você, que já conhece a loja e pagaria de qualquer forma.

Qual é o percentual de comissão do iFood?+

Varia por plano contratado e por loja, então não existe um número único para citar. Calcule com o extrato da sua loja na calculadora de comissão para saber exatamente quanto sobra por pedido no seu caso.

Posso colocar um panfleto com QR code dentro da sacola do pedido do iFood?+

Não faça isso sem antes conferir o contrato atual da sua loja com o marketplace. Colocar material de canal próprio dentro do pedido que veio pelo app pode violar os termos de uso e gerar suspensão da loja, o que costuma custar mais caro do que a comissão que se está tentando economizar.

Como migrar o cliente recorrente para o canal próprio sem perder ele?+

Coloque o caminho do canal próprio nos lugares que o cliente já usa fora do fluxo do marketplace: QR code na embalagem, ímã de geladeira, cupom no grupo de WhatsApp, bio do Instagram e resposta direta quando ele chama no WhatsApp perguntando o cardápio.

Como saber se a migração para canal próprio está funcionando?+

Acompanhe a proporção entre pedido novo e pedido recorrente por canal, não o total de vendas. Se o pedido recorrente for crescendo no canal próprio enquanto o novo continua entrando pelo marketplace, a migração está funcionando.

O que é canal próprio de delivery?+

É um cardápio online com o nome e a marca da sua loja, sem taxa por pedido nem comissão sobre a venda, onde o cliente paga por Pix na hora e acompanha a entrega. O 88 Cardápios é um exemplo: o pedido entra no mesmo quadro dos marketplaces, na mesma fila e na mesma impressora.

O 88 junta os seus pedidos numa tela só.

iFood, 99Food, Keeta, WhatsApp e o seu cardápio próprio no mesmo quadro, com cozinha, impressão e entrega. Trinta dias para testar.

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